"No Chakra Anahata começamos a aceitar
e amar incondicionalmente.

Realizamos que apesar das diferenças,
tudo é manifestação da perfeição.

Amamos as pessoas, 
amamos a vida pelo o que ela é."

- Swami Satyananda Saraswati

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yoga-detentas

Mais um belo trabalho feito no sistema prisional, recuperando a dignidade do ser humano através da yoga e meditação. Como diz Swami Vivekananda, todos somos potencialmente divinos e manifestamos essa característica inata em maior ou menor grau conforme as circunstâncias que vão moldando nossas vidas. O exemplo dessas detentas nos mostra que nada está perdido e sempre existe a chance de manifestarmos o bem e nos sentirmos em paz conosco e com o mundo.

Duas vezes por semana o pátio do banho de sol da Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio, no Alto Paranaíba, vira espaço de meditação para as detentas praticarem o yoga.

O projeto “Yoga e Vida” é uma ação complementar às atividades escolares e de ressocialização da unidade prisional. “O pátio é transformado em um espaço para se cuidar da saúde, transformar hábitos e atitudes de vida. Notamos uma melhoria nos níveis de saúde pessoal e coletiva”, relatou a pedagoga do presídio, Juliana Alves Silva.

A aula é oferecida duas vezes por semana, das 15h30 às 17h, para cerca de 20 presas. Há rotatividade no grupo, devido às progressões de pena ou transferências, mas a professora voluntária, Márcia Akiko Tsuru, espera que os ensinamentos proporcionados nas aulas marquem para sempre a vida de todas as alunas. No mês de maio, a direção da unidade celebrará seis anos de aulas para as detentas.


Serenidade

Loyane Pereira dos Santos, 24 anos, participa das aulas há nove meses. Ela é viúva e tem uma filha de 2 anos. “Sou muito ansiosa, mas aprendi a controlar meu corpo e cérebro com os exercícios de respiração e alongamento, principalmente para o pescoço, braços e pernas.”
Depois da yoga na unidade prisional, Loyane afirma passou a ter noites de sono mais tranquilas, após incorporar no dia a dia os exercícios. “Tranquilidade é a melhor palavra para definir tudo o que a yoga representa para mim, lembrarei por toda a vida da dedicação e profissionalismo da professora Márcia”, revelou.

“Durante as aulas chego a esquecer que estou presa. Em apenas cinco meses consegui diminuir os remédios para dores musculares”, contou a detenta Gislaine de Sousa, 46 anos. De acordo com a professora Márcia Tsuru as presas mais velhas costumam ser mais dedicadas. “Porém exijo comprometimento de todas elas. Sou flexível e consigo perceber as necessidades de cada uma”, explicou.

No final de 2014 as alunas entoaram mantras, como presente de Natal. Mantra é uma palavra em sânscrito que significa controle da mente, um tipo de oração ou cântico, que é repetido de forma a auxiliar a concentração durante a meditação. “Foi o melhor presente que eu poderia receber”, contou Márcia.

 Fonte: G1

 

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