"No Chakra Anahata começamos a aceitar
e amar incondicionalmente.

Realizamos que apesar das diferenças,
tudo é manifestação da perfeição.

Amamos as pessoas, 
amamos a vida pelo o que ela é."

- Swami Satyananda Saraswati

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Depois de dormir seu merecido sono de inverno, as cúrcumas estão despertando com a chegada da primavera.

Os rizomas-mãe vieram de um sítio de uma amiga da minha mãe, elas são as minhas queridinhas. Admiro muito os seus infinitos dons de cura, a sua força para aguentar solos tão pobres, sua abundância e generosidade, sem falar das suas flores...essa foto vou ficar devendo para o ano que vem pois elas já floresceram no outono.

Minha história de amor com a cúrcuma já vem desde nanica, com os Raissukares que minha mãe cozinhava. É um prato japonês que é um ensopado de legumes mais cremoso à base de curry (raissu = rice = arroz & karê = curry). Naquela época ela usava o curry em pó e maizena, bem mais saudável, já hoje em dia todos andam optando pela "praticidade e sabor" e estão usando aqueles tabletinhos prontos que são vendidos nos mercados asiáticos. Mais caros, mais conservantes, mais aditivos químicos sintéticos enfim uma bomba. Mãe volta a usar o velho e bom curry pó com maizena?

Para quem não conhece o curry é uma mistura de especiarias, geralmente cúrcuma (também chamada de açafrão-da-índia que dá a cor amarela), cominho, coentro, cravo, pimenta do reino e mais sabe lá o que a Masterfoods, Kitano e cia andam colocando.

Mas não vou tirar o foco da minha amada cúrcuma. Que está sempre presente na gastronomia indiana. Lembro do primeiro email que mandei para minha família no Brasil quando estava morando num orfanato gurukul na Índia, com as primeiras impressões: "A comida aqui do interior é muito simples, arroz, roti, um dahl bem aguadinho e se der sorte uma verdura. Muita pimenta e sempre amarela."

Sabedoria que vem da Ayurveda, a cúrcuma tem uma propriedade importantíssima para uma cozinha de um país tão pobre que poucos possuem geladeira: é bactericida. Lembro com carinho e gratidão da amorosa Mataji colocando uma pitada de haldi (cúrcuma em hindi) na ferida de sanguessuga da minha mão.


Estou certa que não faltarão oportunidades de descrever as mil e uma generosidades da cúrcuma.


Obrigada, obrigada, obrigada.

Om shanti. Paz.

ॐ Ao utilizar um artigo ou trecho cite a fonte e pratique um bom karma ॐ

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